domingo, 7 de agosto de 2011

CHIQUEIRO EM FESTA.


Enquanto o povo sofre e trabalha o ano inteiro, os porcos se esbaldam e fazem a festa no chiqueiro.

Que porquinhos bonitinhos, que porquinhos safadinhos, que porquinhos ladrãozinhos. Dariam uma boa feijoada, pezinhos, orelhas e focinhos.

A sujeira fede tanto, que ninguém agüenta mais. Que bagunça, que mau cheiro, são os porcos no chiqueiro.

Esgoto
Esgotinho
Esgotado

FAZEM A FESTA OS PORQUINHOS DO SENADO!


sábado, 6 de agosto de 2011

FILHOS DA PÁTRIA.

Nascemos da patologia de uma sociedade moderna e da modernidade de uma sociedade doente. 

Fomos criados as margens da civilização, feito bichos, animais desprezíveis.

Somos escravos de um sistema desumano, acorrentados pela própria existência. 

Somos filhos de uma pátria suja, manchada pela corrupção e pela hipocrisia. 

Somos parte de um “sistema feudal moderno”, no qual os senhores feudais (Políticos e grandes empresários) continuam sendo donos de tudo, os nobres (Ricos) continuam a ocupar posições importantes e de destaque na sociedade e o Clero (Igreja) continua a exercer grande influência.

E nós, a plebe, camponeses, escravos (O POVO), continuamos a ser a escória da humanidade. 

Somos lixo orgânico, apenas vultos, sombras do que se diz “sociedade globalizada”.

Somos mancha negra na pintura. Somos “filhos de uma pátria sem filhos”.

Apenas FILHOS DA PUTA!


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

MINHA CABEÇA.

Tenho medo de escrever seja o que for, porque eu não sei mais onde minha mente anda, e às vezes, vai que eu escrevo alguma coisa diferente do que minha mente diz prá eu escrever?

Parece que eu tenho medo de confrontar com ela que já não me domina mais, mas que não existe mais direito também. Então quem eu sou sem a minha mente?

Um pedaço de nada que anda com a boca escancarada, sorrindo e bocejando pela calçada sem mais loucura, mas na verdade eu só estou sem minha cabeça.

Porque ela tá pendurada em cima de uma estante, do lado de outras cabeças, olhando pro lado, olhando pro teto, pro teto que mostra que tudo dentro daquele lugar tem fim,
menos o que pode ser imaginado pela mente que está naquela cabeça.


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

PARANOIA.

São poucos os que sabem o que é a paranóia, aliás, são poucos os que já desfrutaram do prazer infinito da paranóia...

Um prazer gerado por outra dimensão, que não tem fim, um lugar onde pensamentos que não deveriam estar ali, só geram pensamentos piores, um lugar onde a capacidade de expansão mental é ilimitada.


Onde a paranóia, não tem fim.

Um lugar onde se pode esconder do mundo real e onde se pode criar sua própria e personal paranóia, onde se criam fatos, e se suspeitam de atos...


Paranóia mental é um estado alerta, de medo, de aceleração e aprofundamento.

Viva a liberdade paranóica de se criar e viver em pensamentos constantes e infindáveis que te mostram outra dimensão.


Porque o que é o mundo para os normais? É só o mundo.


E o que é o mundo para os paranóicos? É uma viagem


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

MACUMBARIA EVANGÉLICA.

O fenômeno evangélico no Brasil adquiriu uma caricatura dantesca. O Evangelho de Jesus Cristo ficou em segundo plano em nome de "uma nova visão". Ser cristão evangélico no Brasil implica uma identidade confusa:

1) Ser "crente" se resume basicamente à magia religiosa, exercitada em auditórios onde se promete cura e proteção, sucesso financeiro e soluções imediatas para problemas e conflitos.

2) O discipulado de Jesus foi substituído pela venda de soluções fáceis.
3) A vida comunitária foi substituída pela metodologia empresarial como recurso de expansão.

4) A celebração da fé foi substituída por rituais grotescos, numa mistura de superstição, feitiçaria gospel e macumba "ao contrário".

5) Pastores foram substituídos por gurus, apóstolos e outros heróis, mais ocupados em comandar um grande exército que em conduzir pessoas à intimidade com Deus.

6) A Bíblia foi substituída por uma teologia popular, com discursos extraídos das falas dos líderes carismáticos, na qual o sentido original da bíblia é deturpado e diluído de boca em boca, até chegar ao último da fila como sal que para nada mais presta.

7) O engajamento no Reino de Deus foi substituído pela adesão ao "ministério do fulano", às "cobertura do sicrano" e à "visão do beltrano".

8) A cruz, como símbolo maior do cristianismo, foi substituída por bonés, adesivos e camisetas com estampas da comunidade A, ministério B e apóstolo C.

Enfim, parece mesmo que "outro evangelho" está sendo anunciado, e por ser outro deve ser anátema (maldito).


domingo, 31 de julho de 2011

MEU QUERIDO LAMPIÃO...

Festejaram bastante os setenta anos da morte de Lampião. Uma festa parecida com o louvor a um mito. Todos parecem esquecidos do medo em que viviam os estados nordestinos, nos anos em que o cangaceiro reinou. Em Serra Talhada, onde ele nasceu, até pensaram em erguer uma estátua. Pode? Se na França cultuam a memória de Napoleão, porque negar esse direito aos conterrâneos de Virgulino Ferreira da Silva?

No Brasil, tendemos a transformar bandidos em heróis, a simpatizar com salafrários que burlam a lei, enriquecem com o crime e sobem na vida a qualquer custo. Nenhuma comoção nacional aconteceu com a prisão de Daniel Dantas, Celso Pita, Paulo Maluf e seus asseclas. Ninguém saiu às ruas para manifestar-se, nem houve ameaças de linchamento como no caso da menina Isabella. Crimes de corrupção, mesmo que cheguem à cifra de dois bilhões de reais, são abstratos demais para os brasileiros. Gostamos do espetáculo do sangue e da carnificina.

A história de Lampião é um exemplo de que o Brasil globalizado ainda guarda resquícios do Brasil rural. Em 1926, Virgulino, acompanhado de seu bando, visitou a cidade cearense de Juazeiro do Norte, para se encontrar com grandes proprietários de terras, A Liga dos Coronéis, e receber a bênção do Padre Cícero Batista Romão, o Padinho Ciço. Os políticos, os latifundiários, o clero e os bandidos juntos. Igualzinho a hoje.

A simpatia por Lampião se deve ao poder que ele alcançou desafiando autoridades e poderosos. Suas façanhas alimentavam o imaginário das pessoas que também sonhavam em romper com a miséria sertaneja. Mas Lampião nunca foi um herói como o lendário Robin Hood, roubando dos ricos para ajudar aos pobres. Sua crueldade só fazia distinção com os fazendeiros que pagavam para não serem molestados, nem terem as propriedades invadidas. Eram os coiteiros, protetores de criminosos e passadores de informações. Tudo igualzinho a hoje.

Quando visitou Juazeiro, além de receber armamentos, munição e a bênção do Padrinho, Lampião foi incumbido de ir ao encontro da Coluna Prestes e atacá-la. Mas ele tomou um rumo contrário ao dos comunistas. Sua vida era de bandoleiro e não de político. É falso politizar suas façanhas. Brigas de família por disputa de terras eram comuns naquele nordeste agrário e medieval. A escolha de Lampião pelo cangaço se deu por vários motivos, e não apenas por ele ter presenciado a morte dos pais. Centenas de cangaceiros entraram na vida errante, e não passaram pelo mesmo trauma.

Napoleão Bonaparte levou centenas de milhares de pessoas à morte, pilhando e destruindo cidades em nome de um sonho imperialista. A história o transformou em herói. É possível que as gentes nordestinas tenham enxergado em Lampião não o imperador expansionista que converteu a França ao seu delírio, mas alguém capaz de um grande feito: inverter a ordem do medo e do terror, assumindo o lugar de tirano. Lampião e Napoleão são metais do mesmo quilate. Afinal, bandido é o indivíduo que pratica atividade criminosa.


sábado, 30 de julho de 2011

JAPÃO... TÁ COM PENINHA DELE ?

Veio a grande onda do mar engolir parte do Japão. Tremores, explosões, barcos no aeroporto.

Milhares de mortos.

Muita sujeira, destruição. Desabrigados, doentes, órfãos e afogados.

C-A-O-S     T-O-T-A-L

Veio a grande onda do mar VINGAR os milhares de golfinhos e as baleias massacradas diariamente por esse país assassino, que hoje temos pena.

Será possível que só daremos atenção ao que acontece com o bicho homem?

Façam-me uma garapa...